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A família diante das drogas - PAIS OU AMIGOS?

 

Muitos pais dizem, estufando o peito de orgulho: "Não sou um pai, sou o maior amigo dos meus filhos!" E realmente assim procedem. São companheiros das peladas, frequentam juntos as baladas, contam as piadas mais escabrosas, acobertam as aventuras amorosas deles, se associam a eles ou elas para se livrar da "vigilância" do outro cônjuge.
Se aprontarem na escola, na rua ou no trânsito, podem contar com eles para livrar a cara. Ou, em casos cada vez mais frequentes, para tirá-los da cadeia, pagando advogados ou comprando autoridades.
Porque amigo é cúmplice, no bem ou no mal.
Daí para o filho se tornar o tirano da família é um passo. Desrespeita os pais, ignora as regras da casa. Porque se coloca em pé de igualdade com eles. Maltrata, chantageia, impõe seus horários - ou falta de horários.
Qualquer grupo organizado só pode funcionar quando há uma distribuição e hierarquização de funções. Há quem comanda e quem obedece. Existe autoridade. É assim no grupo familiar. Quando o que há é uma indiferenciação de papéis, o grupo se desestrutura, a família se desagrega.
A dependência química é uma desestruturação psíquica ou o afloramento de uma tendência somática, desencadeada pelo uso de uma droga qualquer. No caso da dependência física, às vezes, um único uso basta para ela se instalar. A droga está à espreita de uma situação como essa para penetrar e se impor.
Os nossos filhos não precisam nem querem pais-amigos. Querem e precisam de pais-pais. Que amem de verdade, deem carinho, ofereçam a mão generosa e o ombro amigo. Que deem pão e afeto. Mas que também exijam responsabilidade, deixem os filhos assumir as consequências de suas escolhas, por mais dolorosas que sejam, imponham limites, orientem com firmeza, castiguem se preciso.
Pais têm de transmitir segurança, exercendo autoridade e moderação.
José Wagner Leão

 
  José Wagner Leão
Assessor de Comunicação da Família de Caná

Artigo publicado em 03/08/2013


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