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A família diante das drogas - Quando a família inteira adoece

"Meu filho L. foi preso injustamente. Estava em companhia de um traficante, que o atraiu para o seu apartamento. Ele "estava limpo". O tio dele conseguiu tirá-lo daquele antro que é a Nelson Hungria. Vou processar o Estado, inclusive por danos morais. Meu filho quer se tratar. Fui a uma reunião na Família de Caná. Mas ele diz que não consegue ficar internado os nove meses. Será que é possível reduzir esse tempo? Meu filho é um rapaz muito bom. Foi muito bem criado. Estudou nas melhores escolas, fez curso de Inglês, aulas de violão. Está até fazendo Jornalismo".

É assim que funciona a cabeça dos familiares de um dependente. Ficam tão doentes quanto ele. O dependente gira em torno da droga. A família entra em parafuso em torno do dependente. E se machuca, e se destrói. Isso é o que se chama codependência. Daí vem a busca de válvulas de escape.

Começa pela negação do fato que todos já sabem, menos pai/mãe. É um mecanismo de defesa, normal diante de uma realidade adversa. "Droga?! Pode acontecer com todo mundo; com meu filho, não". Em seguida, vem a fase da barganha. Os pais tentam provar que são os melhores do mundo, cumulando o filho de carinho, de coisas, viagens, cursos... Como forma de induzi-lo a retribuir-lhes. "Quando nada disso adianta, como normalmente acontece, vem a terceira fase, que é a da depressão. Uma angústia muito profunda, muitas emoções negativas" (Alcides de Souza, psicoterapeuta - blog "Só por hoje"). Que, muitas vezes, evoluem para doenças físicas e até a morte.

Como observa Alcides de Souza, é preciso "entender que ele entrou nessa não porque a família é pior ou melhor, mas porque ele quis esta condição de adicto (dependente)... foi ele quem procurou isto e por um motivo muito simples: ele necessita de alívio para suas dores e foi na droga que ele alcançou o seu alvo".
"Preciso urgente de ajuda. Tenho três filhos... Eles não aguentam as minhas crises de crack. Meu pai morreu de desgosto no ano passado, pelos meus problemas". "Estou com um sobrinho no último grau de dependência (crack)... Estamos com a família completamente destruída de tanta dor... Por favor, nos ajudem com urgência".

Estes são alguns dos dramáticos apelos que recebemos através do site da Família de Caná. Quando não dá mais para "tapar o sol com peneira", vem a fase da admissão da verdade. E a busca de tratamento. É preciso salientar: tratamento para o dependente e para a família. Como estão todos no mesmo barco da codependência, é preciso que se unam no barco que os leve à praia da libertação. Caso contrário, vão naufragar juntos num abraço fatal.

 
  José Wagner Leão
Assessor de Comunicação da Família de Caná

Artigo publicado em 26/01/2013


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