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A família diante das drogas -E a família, onde fica?

Um panorama assustador

"Meu nome é mãe. Sou exatamente igual a milhares de mães que de repente se veem à frente de um filho que não é mais o seu filho... Que não é mais aquele que você gerou, amamentou e cuidou, com o carinho que só mãe é capaz de dar, e que o viu transformar-se num belo adolescente. De repente, sem que você se desse conta, esse adolescente deixa de ser seu filho e nem mais é lindo. Tudo mudou e a vida dessa mãe passou a ser uma sucessão de medos. Só medos. Seu filho se transformou em seu carcereiro e seu cárcere; sua insônia e sua depressão." Este é o depoimento da mãe de um dependente internado em uma clínica do estado de São Paulo.

Esse é o grito de milhões de mães pelo Brasil afora e por esse mundo de Deus.

O CEBRID, da Universidade Federal de São Paulo, realizou o 1º LEVANTAMENTO DOMICILIAR SOBRE O USO DE DROGAS NO BRASIL, de outubro a dezembro de 2001, com o patrocínio da Secretaria Nacional Antidrogas, órgão do Governo Federal. A pesquisa abrangeu 107 cidades com mais de 200 mil habitantes, atingindo 47 milhões de pessoas. O resultado apontou 24.740.000 usuários de drogas diversas nessas cidades. Entre as principais estão o álcool, com 5.200.000 usuários; o tabaco, com 4.200.000 e a maconha, com 3.200.000.

Esses dados, parciais, se estendidos ao universo da população brasileira, atingem uma dimensão estarrecedora. Além do mais, refletem uma realidade de dez anos atrás. Depois disso, não foi realizado outro levantamento com essa abrangência. Há apenas estimativas.

Nessa pesquisa não está incluído o crack, que em 2001 ainda tinha o uso restrito a poucas localidades. Segundo estimativa baseada no censo do IBGE, apresentada pelo psiquiatra Pablo Roig, especialista no tratamento de dependentes do crack, durante o lançamento da Frente Parlamentar Mista de Combate ao Crack, na Câmara dos Deputados, o número de usuários de crack hoje no Brasil está em torno de 1.200.000, e a idade média para início do uso da droga é de 13 anos.

A responsabilidade da família

Confrontados com a tragédia de ter um familiar envolvido pelos tentáculos da droga, os pais lançam a clássica e angustiada indagação: "Onde foi que eu errei, meu Deus?!..." A pergunta não é descabida.

O Padre Osvaldo Gonçalves SSCC, fundador da Família de Caná, em Belo Horizonte, que se dedica há quarenta anos à promoção dos valores da família mediante encontros de fim de semana para casais, jovens e senhoras chefes de famílias e ao atendimento a dependentes químicos, dirige desde 1987 a FAZENDA RECANTO DE CANÁ, para dependentes do sexo masculino, além da Comunidade Feminina Padre Eustáquio, para mulheres, e da Comunidade "Eu Quero a Vida", para adolescentes-homens.
Do alto da sua experiência no trato da questão, ele afirma:

"Temos consciência de que o problema do envolvimento com as drogas tem muito a ver com a família. Muitos especialistas falam sobre o modo de viver em família como responsável pelo envolvimento do filho com as drogas. A verdade é que, de um modo geral, a família determina o que o filho vai ser."

Adaylton de Almeida Conceição, formado em Prevenção de Drogas pelo Departamento de Drogas dos Estados Unidos, corrobora:
"O estudo das famílias é de fundamental importância para compreender por que uma pessoa toma drogas e com que propósito.

Todos os sintomas tanto primitivos como recentes, num consumidor de drogas, geralmente se desenvolvem a partir de transtornos oriundos das relações familiares do indivíduo... Desta primeira "rede humana" aprende o amor, o ódio, a agressão, a ternura, como se defender, com quem se identificar e como se sobrepor às frustrações. À luz das estatísticas, quando está unida, organizada e comunicada, com papeis bem definidos, a FAMÍLIA é uma fonte de proteção dos filhos para evitar condutas distorcidas."

Leiam o livro do Pe. Osvaldo Gonçalves "Eu me envolvi com os drogados", emocionante relato de seu trabalho na FAZENDA RECANTO DE CANÁ.

 
  José Wagner Leão
Assessor de Comunicação da Família de Caná

Artigo publicado em 26/01/2013


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